Desejo do dia

04set09

Sossego


Das condições

“Não dá pra ter bônus sem ter ônus”, do meu amado, querido, sábio e saudoso amigo Marcelo, de quem ja falei antes, domingo, numa conversa por telefone.


Estado da alma

30ago09

Nostalgia


Desejo do dia

29ago09

Organização

Acabo de notar que os meses de convivência com a minha querida amiga Renata , sobre quem já falei antes, deixou outras marcas ideléveis, além de nossa amizade e da fascinação pelo sotaque pernambucano.

Percebi que “contraí” algumas de suas manias, que começaram a se manifestar há algum tempo. A primeira delas foi o gosto pelas receitas e dicas culinárias do Rainhas do Lar; o segundo, o gosto pela fonte Verdana, com a qual passei a escrever meus e-mails e textos, e, por último e não menos importante, sua mania de organização.

Contra qualquer previsão otimista, aqui estou eu, com uma pilha de bloquinhos e papéis avulsos, transferindo todas as informações para o computador. Não de qualquer forma, é claro, como faria antes. Eu criei uma agenda no Spreadsheets do Google Docs, como uma planilha que ela havia criado no Excel para cadastrar suas fontes.

Sabendo o quão difícil é crer que eu esteja tentando ser mais organizada, deixo a foto da minha nova agenda de fontes.

A vontade de arrumação ainda não chegou à escrivaninha ou aos meus textos, mas é uma questão de tempo.


Perdas e ganhos

Quando era mais nova, tinha o hábito de fazer uma análise do dia antes de dormir, uma comparação entre o que houve de positivo e de negativo nas últimas 24 horas. Como isso me deixava muito agitada e atrapalhava meu sono, aos poucos eu fui abandonando o costume.

Agora, um pouco mais velha, resolvi retomá-lo. Ainda não sei o que provocou o retorno deste desejo de tratar meus dias como um balanço contábil, mas desconfio que seja a ânsia de descobrir algo seguro e rentável, sob todos os aspectos, para decidir onde devo investir minha energia, além de balizar minhas expectativas sobre ganhos futuros e calcular os riscos que me disporei a correr.

Hoje foi um dia em que tive lições tão importantes e nas quais eu vejo tanto potencial de retorno que decidi que este era o momento de iniciá-lo. Apenas a primeira DRD (Demostração de Resultado do Dia), que segue abaixo, será publicada. As demais serão feitas a partir da metodologia tradicional, na cama antes de dormir, e serão para uso restrito.

Perdas

Qualidade das relações pessoais: amizades estão sendo sacrificadas por causa da falta de tempo e de energia para negociação.

Tempo: o trabalho e projetos paralelos estão consumindo o tempo que achei que teria livre com o fim da graduação.

Qualidade de vida: não consigo dormir sem passar pelo menos meia hora pensando no trabalho. Às vezes, acordo no meio da noite para anotar alguma sugestão de pauta, de projeto ou contato que tenho que fazer no dia seguinte.

Ganhos

Cara de pau: estou perdendo o pudor e parte da cerimônia. Descobri que certas convenções sociais atrapalham meu trabalho e minha vida e, nietzscheneanamente, resolvi mandar algumas crenças antigas às favas.

Os incomodados que se retirem: ouvi de uma colega de trabalho que conheci hoje: “Nossa, já estou enjoando da sua voz. Você fala muito ao telefone”. (Sim, querida. Se chama jornalismo. Você não sabe as coisas e passa o dia perguntando para quem sabe. É tosco, mas funciona é assim mesmo. Mas eu te perdôo, tá?! Na cozinha onde estudou talvez não tenham te dado esta lição.) Decidi que vou falar ainda mais, ligar para todas as fontes e gritar o máximo que puder. Se incomodar, ela já sabe a saída.

Contatos x dedicação e vontade: há gente que acha que os contatos que têm irão resolver tudo, que ser amigo do amigo do Cicrano irá resolver seus problemas como que por um passe de mágica.

Ok, concordo que contatos são importantes, mas nada substitui dedicação, esforço e vontade de fazer acontecer. Tive a prova cabal disso hoje. Portanto, turma apegada ao “caderninho preto”, levante a bunda da merda da cadeira e vá trabalhar!

Saldo

Muito positivo. Momento propício para arriscar aplicações mais ousadas.

Estado da alma

28ago09

Da inaptidão

Totalmente despreparada para a atribulada e complexa vida adulta.


Da constatação

Hoje, ao ser chamada de “princesa” por uma pessoa com quem dividi o elevador em uma instituição estadual séria, eu finalmente tive a confirmação de uma teoria há muito formulada.

Não importa o quão espessa seja a camada de verniz social que recubra os seus impulsos, todo homem guarda um pedreiro dentro de si.